- Mãe, quero ser político! - diz o adolescente que leu alguns textos do Alvin Toffler, Marx, Engels, etc...
- Para de dizer bobagem filho, político é tudo corrupto, ladrão e não foi assim que eu te criei...
- Tá bom mãe.
Qual é o número exato de adolescentes ou adultos que tem esse diálogo diariamente no Brasil? Não necessariamente com a mãe, mas com amigos, colegas e até desconhecidos na padaria? Difícil saber com exatidão.
- Para de dizer bobagem filho, político é tudo corrupto, ladrão e não foi assim que eu te criei...
- Tá bom mãe.
Qual é o número exato de adolescentes ou adultos que tem esse diálogo diariamente no Brasil? Não necessariamente com a mãe, mas com amigos, colegas e até desconhecidos na padaria? Difícil saber com exatidão.
Mas, afinal de contas, qual é a verdadeira consequência desse pensamento geral criado pela nossa querida mídia brasileira? Pois boa parte desse conceito massificado eu boto minha mão no fogo faz parte dela... Sim a mídia faz um papel importantíssimo quando se trata em fuçar a vida dos parlamentares, funcionários públicos e suas irregularidades, expondo-as e assim, de certa forma, vigiando o dinheiro público e as pessoas que nós pagamos para fazer o mesmo.
Mas ainda assim falta falar dos honestos, pois eles existem e sofrem todos os dias com essas acusações feitas em nome de alguns, mas pela grande falta de conhecimento político de nosso povo torna esse ser místico em: "os políticos".
"Excelentíssimo Senhor Ministro Palocci é suspeito de enriquecimento ilícito". Nos olhos de um leigo: "Mais um político pego com a mão na massa!”.
Isso além de criar uma impressão errônea, afasta qualquer indivíduo de boa índole que futuramente queria entrar na política por boas razões. Que razão teria ele de querer ver sua imagem transformada em a de um ladrão e não poder ter o orgulho de dizer "eu sou um vereador"? Esses que também sofrem por serem taxados de aproveitadores e de que nada fazem - uma inverdade que a minoria corrupta incorporou para a classe e assim criando a evasão de novos talentos para o cargo.
Eu mesmo, interessado pela vida política tive esse diálogo no início do texto com minha mãe. Sorte minha ter analisado essa questão mais afundo e não ter aceitado esse conceito de que a política é suja, que não devo "sujar minhas mãos" nesse ramo profissional, e que nada de bom poderei criar.
Posso sim! Posso criar algo de bom! E eu, como uma pessoa íntegra que me considero, irei sim me infiltrar no ramo da política. Não porque quero dinheiro, não porque no lugar deles eu faria o mesmo (corromper-se), e sim porque acredito ser uma profissão intelectualmente desafiante e muito gratificante. Afinal, se você se sente bem em fazer uma doação, consequentemente ajudar milhões de pessoas e suas futuras gerações deve ser proporcionalmente melhor.
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